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20 years of the Medicines Statute: Infarmed and APJF promote debate on the sector's evolution and future

Original title: 20 anos do Estatuto do Medicamento: Infarmed e APJF promovem debate sobre a evolução e futuro do setor

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On October 16, Infarmed hosted an event organized by the Portuguese Association of Young Pharmacists marking 20 years of the current Medicines Statute (Decree-Law 176/2006, approved in 2006). Sector representatives discussed the evolution of medicines regulation over two decades and future challenges, including European pharmaceutical legislation reform, digitalization, artificial intelligence, and new research models. Infarmed's leadership emphasized balancing public health protection with supporting scientific innovation.

From Portugal INFARMED

O Infarmed acolheu esta sexta-feira, 16 de outubro, a iniciativa "20 Anos do Estatuto do Medicamento - Memória, Evolução e Futuro", promovida pela Associação Portuguesa de Jovens Farmacêuticos (APJF), com o apoio institucional do Infarmed. O encontro reuniu representantes de diferentes áreas do setor para fazer um balanço das últimas duas décadas e debater os desafios que se colocam à política do medicamento e à regulação nos próximos anos.

Na abertura, o Presidente do Conselho Diretivo do Infarmed, Rui Santos Ivo, recordou que o atual Estatuto do Medicamento, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 176/2006, assinalou 20 anos no passado dia 30 de agosto, sublinhando, contudo, que a construção do quadro regulador português antecede este diploma. O primeiro Estatuto do Medicamento foi publicado em 1991 e teve um papel determinante na modernização do sistema, reunindo legislação dispersa e estabelecendo um enquadramento integrado para o medicamento.

"Ao longo das últimas décadas, a regulação acompanhou mudanças significativas, desde o reforço da farmacovigilância e da segurança dos medicamentos ao desenvolvimento de novas terapias, à prescrição eletrónica, à promoção dos medicamentos genéricos, ao combate à falsificação e à adaptação a novas formas de dispensa e de acesso à informação", referiu Rui Santos Ivo.

Perante um novo ciclo de transformação, marcado pela reforma da legislação farmacêutica europeia, pela digitalização, pela utilização crescente de dados, pela inteligência artificial e por novos modelos de investigação e desenvolvimento, Rui Santos Ivo destacou a necessidade de conjugar a proteção da saúde pública com a capacidade de acompanhar a inovação. "A regulação não existe para si própria. Existe para proteger as pessoas e para garantir que o progresso científico se traduz em ganhos reais em saúde", afirmou.

O Presidente da APJF, João Diogo, salientou, por sua vez, que a iniciativa pretendeu ir além da celebração dos 20 anos do diploma, promovendo um balanço sobre a evolução da política do medicamento e uma reflexão estratégica sobre o futuro. Entre as transformações das últimas duas décadas, destacou a prescrição obrigatória por Denominação Comum Internacional (DCI), o Sistema Nacional de Avaliação de Tecnologias de Saúde (SiNATS), a receita sem papel e as novas formas de dispensa, num contexto em que a ciência, a tecnologia e a demografia colocam novos desafios aos sistemas de saúde.

"Não se constrói futuro sem aproveitar o melhor possível as aprendizagens do passado", afirmou João Diogo, defendendo a importância de projetar as próximas décadas a partir da experiência acumulada e dos desafios já identificados.

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