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EU advances toward more ethical sunscreen testing methods

Original title: União Europeia avança para ensaios mais éticos a protetores solares

AI-generated summary

A 2025 EU study compared in vitro laboratory testing with human volunteer testing to determine sunscreen sun protection factor (SPF). Results showed in vitro testing is reliable and more ethical, avoiding UV-induced sunburn damage to volunteers. The European Commission funded testing of 74 sunscreen and day cream products across 11 EU countries, finding high correlation between in vitro and in vivo methods. Manufacturers are recommended to prioritize non-harmful testing methods when submitting products for SPF and UVA protection verification.

From Portugal INFARMED

A comparação entre dois métodos para determinar o fator de proteção solar dos protetores solares, iniciada em 2025, demonstrou que a norma de ensaio laboratorial in vitro é fiável e mais ética do que os ensaios realizados em voluntários humanos.

Os resultados apurados apoiam a transição para métodos de ensaio de protetores solares que evitam expor voluntários humanos a danos causados pela indução de queimaduras solares com radiação UV, promovendo a inovação e garantindo, ao mesmo tempo, que os produtos colocados no mercado são seguros e eficazes.

Para justificar uma utilização mais alargada de ensaios que não impliquem queimaduras solares, a Comissão Europeia financiou uma campanha no âmbito da qual foram ensaiados, em condições laboratoriais (in vitro), o fator de proteção solar (FPS) e o fator de proteção UVA de 74 produtos de proteção solar, incluindo protetores solares e cremes de dia. As autoridades nacionais (AN) de 11 países da União Europeia selecionaram os produtos em lojas físicas e online.

Os resultados revelaram uma elevada correlação entre os métodos de ensaio in vitro e in vivo, o que reforça a fiabilidade do método in vitro na verificação das alegações relativas ao FPS.

É, assim, recomendado aos fabricantes que, ao submeterem os seus produtos a ensaio para determinar o FPS e a proteção UVA, deem prioridade a métodos de ensaio que não causem danos a voluntários humanos.

O processo de ensaio in vitro consiste na aplicação do produto sobre dois tipos de placas acrílicas – uma moldada e outra submetida a jato de areia para obter uma textura semelhante à da pele. A quantidade de produto aplicada, o modo de aplicação com um dedo robótico normalizado, a temperatura e o tempo de secagem são rigorosamente controlados. O ensaio in vitro também não está sujeito às limitações associadas à disponibilidade dos voluntários nem às características da sua pele, como a textura, a hidratação e a sensibilidade.

Os ensaios foram realizados no âmbito da edição de 2025 da campanha "Ações conjuntas sobre a conformidade dos produtos (JACOP)," na UE e nos países da EFTA. A JACOP permite às AN harmonizar os seus métodos de trabalho, submeter produtos a ensaio em conjunto, determinar riscos e aplicar medidas corretivas.

Portugal foi um dos cinco Estados-membros efetivos do projeto, incluindo Alemanha, Áustria, Suécia e Roménia. Mais seis países contribuíram com envio de produtos cosméticos para análise: Finlândia, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Polónia.

No projeto, foram analisados 74 produtos cosméticos incluindo primordialmente protetores solares com FPS 50 e 50+, e alguns cremes de dia e bases de maquilhagem de FPS 30, 50 e 50+. Para o estudo foram colhidas no mercado nacional nove produtos cosméticos cuja Pessoa Responsável está sediada em Portugal.

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